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Potencial para revolucionar a indústria de semicondutores



"É possível criar portas lógicas e com elas chips de microprocessador"

 

O Prêmio Nobel da Física de 2010, dado aos estudos desenvolvidos pelos cientistas russos Konstantin Novoselov e Andre Geim do grupo de Manchester, abre novas janelas de oportunidades. Uma delas tem potencial para revolucionar a indústria dos semicondutores. O material pode substituir o Silício e oferecer eficiência superior, permitindo a fabricação de equipamentos menores e rápidos.
Caso você ache o nome Grafeno parecido com Grafite e buscar uma relação, está com razão, pois o Grafeno é derivado do Grafite, visto que o material é derivado de compostos carbônicos, amplamente encontrados no Grafite. Muito promissor, pois a sua capacidade de condução elétrica aliada as suas condições físicas permitem imaginar diversas aplicações.
Em relação ao estágio atual da indústria de semicondutores, hoje o mercado é dominado pelo chip de silício, que é uma peça de silício (material amplamente encontrado na areia) que pode comportar milhares ou mesmo milhões de transistores (na essência são combinações relacionadas à passagem ou bloqueio de correntes). Com transistores atuando como chaves, é possível criar portas lógicas, e com elas pode-se criar chips de microprocessador.
Você pode estar se perguntando sobre a importância disso na sua vida, todavia, ela está mais presente do que parece. Nenhum aparelho eletrônico atual, desde um simples relógio digital ao mais avançado dos computadores, seria possível sem os mesmos. A comodidade de utilização de equipamentos originados na matriz eletrônica deve-se ao fato da capacidade de processamento de informações.
Muitas perguntas simples podem levar a respostas complexas, por exemplo, o tempo da autonomia da bateria de computadores. Elas têm pouca autonomia devido ao fato de que o processamento de informações é intenso (o alimento para os gordos operários do computador é limitado).
Quando um equipamento é acionado eletricamente, os operários para o desenvolvimento das suas tarefas (funções) são os processadores, os quais transformam o alimento (energia) em tarefas específicas, respeitando uma convenção prévia.
Imagine a digitação da palavra computador, e como o sinal convencionado no nosso padrão, foi transformado de um toque no teclado até a resposta na tela. Assim, a velocidade com que a tarefa é desenvolvida impacta diretamente na resposta ao comando. Hoje, a evolução nessa área é metaforicamente na busca de operários que comem menos (consomem menos energia) e trabalham mais (processam mais informações numa escala de tempo semelhante).
O exemplo também evidencia a passagem de um conhecimento científico complexo relacionado à física de materiais transforma-se num conhecimento tecnológico, proporcionado a apropriação para o desenvolvimento de equipamentos que possibilitam melhorar a condição de vida das pessoas.



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